quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Real Moments

Luciana Bispo e Vinícius Atalaia - São Paulo/Dez de 2008




Uma das coisas que mais aprecio na fotografia é a espontaneidade.

As fotos nos quais os momentos reais são fixados são as melhores formas de lembrança, pois ali se preserva o sentimento da pessoa e da ocasião, sentimento esse que é quebrado ao se parar para fazer uma pose. Devemos enfatizar aqui que registro e lembrança são coisas muito distintas. Segundo o dicionário Houaiss, lembrança se define por “aquilo que ocorre ao espírito como resultado de experiências já vividas”.

O brilho no olhar, a risada que quase se pode ouvir, a careta engraçada, o ser você mesmo. Tudo isso é perdido quando fazemos poses e tentamos mostrar algo que seria muito mais fácil se apenas deixássemos acontecer (e isso vai muito além da fotografia).
Muitas pessoas dizem que minhas fotos são sem sentido, pois não são as mesmas fotos quadradas que realizamos nas festinhas de aniversários do priminho de 01 ano. Quando percebem que estou em um canto para fotografar alguma ação, logo se viram e fazem uma pose – fico meio puto com isso, afinal se eu quisesse que fosse uma foto pose, iria lá e falaria: “AÊ GALERA VAMOS FAZER UM FOTO: OLHA O PASSARINHO”. Mas enfim.

O ser espontâneo é capaz de revelar em uma fotografia algo que nunca ninguém percebeu, nem mesmo a própria pessoa. Por isso em minha opinião as fotos “Real Moments” são mais interessantes e muito mais representativas, pois você poderá lembrar daquele sentimento o resto da vida, não somente lembrar do local ou mesmo que você tenha ido para certo lugar.

Deixo ainda um questionamento:
Por que achamos super legais as fotos de crianças, que sempre estão correndo, fazendo caretas, sorrindo sem medo e fazendo cambalhotas???



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