Tudo é extremamente novo. O ano, o emprego, a casa, as responsabilidades, as rotinas. Alguns amigos, muitos colegas de trabalho. Até a saudade é nova, veja bem. No meio de tudo tão novo, e empacotando algumas das coisas para a mudança, percebi algo que doeu um pouco no velho coração: tenho poucas fotos recentes.
Tenho uma amiga que adora tirar fotos, e eu inclusive brinco com ela quanto a isso, porque eu mesma tenho pavor de fotos. E então que de uns tempos pra cá, eu parei absolutamente de tirar fotos. Tem aqueles eventos familiares onde a gente é levemente obrigado a sair em todas as fotos, e sorrindo, sempre sorrindo, e eu me acho muito péssima em todas as fotos que eu tiro (não é mimimi, é bom senso). Daí que eu acabei tendo trocentas fotos da minha infância (mamãe fotografava a gente no parquinho da esquina, brincando na rua, tirando catota do nariz, enfim), quase nenhuma da minha adolescência e agora, na fase adulta da vida, passei a evitar as fotos.
Voltando ao ponto de partida: quando eu percebi que tenho poucas lembranças de momentos que foram definitivamente importantes, eu lamentei. Lamentei porque às vezes quero mostrar a foto pra alguém e dizer "esse dia foi memorável, e comigo estavam fulano, ciclano e beltrano". Tipo como vocês fazem hoje em dia marcando fotos nas redes sociais e comentando e coisa e tals. Engraçado porque você conta que fez uma viagem sensacional e logo te perguntam "cadê as fotos?" e bom, eu não tenho fotos.
Tenho lembranças maravilhosas. De céus azuis e tardes chuvosas. De boas companhias e altas risadas. Memórias de abraços e de despedidas, de olás e de alôs. Músicas e danças e brindes e carinhos e lágrimas e sóis e luas. Eu não tenho como te provar que essas coias todas aconteceram através de imagens. Mas é que vocês talvez já tenham percebido, eu sou mais amiga das palavras.
Minha casa nova não terá um mural de fotos e porta-retratos espalhados pelos quartos. Mas assim como eu, será cheio de boas lembranças. E talvez alguns momentos que jogarei no espaço da amnésia, assim como faço com minhas fotos.
Tenho uma amiga que adora tirar fotos, e eu inclusive brinco com ela quanto a isso, porque eu mesma tenho pavor de fotos. E então que de uns tempos pra cá, eu parei absolutamente de tirar fotos. Tem aqueles eventos familiares onde a gente é levemente obrigado a sair em todas as fotos, e sorrindo, sempre sorrindo, e eu me acho muito péssima em todas as fotos que eu tiro (não é mimimi, é bom senso). Daí que eu acabei tendo trocentas fotos da minha infância (mamãe fotografava a gente no parquinho da esquina, brincando na rua, tirando catota do nariz, enfim), quase nenhuma da minha adolescência e agora, na fase adulta da vida, passei a evitar as fotos.
Voltando ao ponto de partida: quando eu percebi que tenho poucas lembranças de momentos que foram definitivamente importantes, eu lamentei. Lamentei porque às vezes quero mostrar a foto pra alguém e dizer "esse dia foi memorável, e comigo estavam fulano, ciclano e beltrano". Tipo como vocês fazem hoje em dia marcando fotos nas redes sociais e comentando e coisa e tals. Engraçado porque você conta que fez uma viagem sensacional e logo te perguntam "cadê as fotos?" e bom, eu não tenho fotos.
Tenho lembranças maravilhosas. De céus azuis e tardes chuvosas. De boas companhias e altas risadas. Memórias de abraços e de despedidas, de olás e de alôs. Músicas e danças e brindes e carinhos e lágrimas e sóis e luas. Eu não tenho como te provar que essas coias todas aconteceram através de imagens. Mas é que vocês talvez já tenham percebido, eu sou mais amiga das palavras.
Minha casa nova não terá um mural de fotos e porta-retratos espalhados pelos quartos. Mas assim como eu, será cheio de boas lembranças. E talvez alguns momentos que jogarei no espaço da amnésia, assim como faço com minhas fotos.




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